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Egíto antigo, parte 1.

HISTORIA DO ANTIGO ORIENTE PROXÍMO

Podemos definir de maneira sintética o conhecimento de burocracia como a existência de um quadro de funcionários hierarquicamente organizados que estão a serviço da administração do Estado. Esse tipo de burocracia baseia-se no principio da racionalidade plena. No contexto do antigo oriente próximo observa-se um tipo de burocracia patrimonial, a dominação se exerce em virtude do direito pessoal, é pautada na obediência ao senhor.

A MONARQUIA FARAÓNICA

O faraó no Egito antigo era considerado uma divindade encarnada, que corroborava ainda mais obediência a sua pessoa. O faraó era ao mesmo tempo, o chefe do exercito, chefe do executivo e sumo sacerdote de todos os deuses. Segundo a mitologia egípcia, o faraó era o representante dos deuses na terra e o encarregado de manter a maat (conceito de verdade, justiça e ordem) no mundo visível.
O principal funcionário do governo egípcio era o tjati ou vizir, funcionava como um primeiro ministro. A administração era toda centrada no palácio e eram os escribas os responsáveis em lidar com os serviços burocráticos.
A história conhecida do Egito começa com a unificação do baixo e do alto Egito, este período é conhecido como pré-dinastico.
Quando se estuda a civilização egípcia, considera-se que sua formação ocorreu no chamado periodo pré-dinastico, entre 13.000 e 10.000 anos antes de Cristo. Foi nesta época que o homem se estabeleceu na região e desenvolveu técnicas agrícolas que permitiriam a posterior formação de uma dinastia e, então, de um grande império. A região que hoje compreende os deserto do Saára e Árabe passava, naquela época, por um período de aumento de temperaturas e era frequentemente atingida por chuvas intensas. Formou-se, assim, um vale pantanoso em função do Rio Nilo que atraiu pessoas e animais para se aproveitarem das riquezas do solo.
alto-baixo-egito

Ao longo desse trajeto do Rio Nilo formou-se duas divisões territoriais. O Alto Egito representava uma faixa de terra em ambos os lados do rio que se estendia por vasto território. Para pesquisadores esta divisão é muito importante para se estudar o Antigo Egito, pois, durante algum tempo, foram várias as diferenças entre o Alto Egito e o Baixo Égito.
O Alto Egito era conhecido como Ta Shemau, cujo nome significava “terra de juncos”. A primeira cidade foi Hieracômpolis, que tinha como divindade a deusa Nekhbet. Toda a região foi dividida em 22 nomos, como eram designados os distritos. O centro administrativo do Alto Egito estava na cidade de Tebas


. Sua influência, contudo, diminuiu quando os assírios invadiram a cidade e a destruíram. Mais tarde, os ptolomeus comandaram o Alto Egito e estabeleceram como sede administrativa a cidade de Ptolomaida.
A cultura badariense, que surgiu no Alto Egito, foi uma das mais importantes da época e já sustentava sua economia na agricultura e na pecuária. Seus membros já tinham o costume de ser enterrados com seus bens, o que seria repetido, mais tarde, no Império Egípcio. Quando a disputa pelas terras férteis na região se agravou, a cultura badariense foi dividida em territórios distintos. No Alto Egito formou-se como resultante a cultura Nagada I estabelecendo-se uma nova capital em Nekhen.
Os conflitos entre Alto Egito e Baixo Egito se intensificaram na disputa pelas melhores terras do Nilo. Então, o rei do Alto Egito, Narmer, organizou seu exército para um ataque poderoso ao Baixo Egito, por volta de 3.200 antes de Cristo. Sua investida resultou na conquista do Baixo Egito e na unificação dos dois reinos, dando início à primeira dinastia do Império Egípcio. Inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. Os nomos se agrupavam em duas regiões distintas, que formavam dois reinos rivais: o reino do Alto Egito e o reino do Baixo Egito.
Por volta de 3.200 a.C. o reino do Norte dominou o reino do Sul, unificando assim, o Egito. O responsável por essa união foi Menés, que passou, então, a ser chamado de faraó, cujo significado é “casa grande”, “rei das duas terras”. O poder dos reis passava de pai para filho, isto é, era hereditário. Como os egípcios acreditavam que os faraós eram deuses ou, pelo menos, representantes diretos dos deuses na Terra, a forma de governo que se instalou foi chamada de monarquia teocrática.


O REINO ANTIGO (2686 – 2160)

Tinha como centro administrativo Menfis,  compreende as dinastias III à VIII e é neste período que se observa o ápice da ideologia faraônica. Este é o período onde o poder estava mais centralizado e na qual a crença no soberano divinizado atingiu maior expressão. Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura; são desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.

1° PERIODO INTERMEDIARIO

No período d VII dinastia, a estrutura do Reino Antigo entrou em declínio. Nesse período entram em cena os nomarcas, que eram responsáveis pela administração das províncias. Durante o Antigo Império, o faraó conquistou amplos poderes. Isso acabou gerando alguns conflitos: os grandes proprietários de terra e os chefes dos diversos nomos não aceitaram a situação e procuraram diminuir o poder do faraó. Essas disputas acabaram por enfraquecer o poder político do Estado. Este período é mencionado como um período de crise social e econômica, pilhagens e guerras entre Tebas e Heracleopolis pelo poder, enfraquecimento do poder estatal, aumento do poder dos nomarcas e fraqueza pessoal dos reis.
O rei de Tebas Mentuhotep venceu o rival e retomou o poder centralizado, reunificou o território egípcio e deu inicio ao Reino Médio.

REINO MÉDIO (2260 – 2061)

A estrutura do Reino Médio foi em grande parte baseada no Reino Antigo, este período é caracterizado por um Estado prescritivo, visando assegurar a centralização do poder, literatura propagandista, reestruturação ideológica em torno de uma monarquia divina e burocratização do Estado.

2° PERIODO INTERMEDIARIO

O fim do Reino Médio é caracterizado pelas invasões estrangeiras, em especial dos hicsos. Estes invasores foram expulsos pelo faraó Ahmose.

REINO NOVO (2061 – 1784 a.c.)

É considerado o período áureo da história egípcia, é o período mais bem documentado e no qual acontece o ápice do desenvolvimento cultural. Foi o período de importantes faraós Akhenaton, Hatshepsut, Ramses II. As características mais marcantes desse período foi à formação de um império, expansão territorial e as reformas de Akhenaton.

3º PERIODO INTERMEDIRIO

O declínio do período faraônico veio após XX dinastias, a partir daí o império caiu em declínio sob sucessivas dominações. O Egito se tornou um verdadeiro campo de batalha entre assírios, líbios e sudaneses. Em 525 a.c. foi invadido pelos persas, em 332 invadido por Alexendre “o grande” e finalmente em 30 a.c conquistado pelos romanos.


Referências
CARDOSO, Ciro. O Egito§ Antigo. São Paulo: Brasiliense, 2004. 
DAVID JOÃO, Maria Thereza.§ Tópicos de História Antiga Oriental. Curitiba: Ibpex, 2009.
SHAW, Ian. The Oxford§ History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000.



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